Atena

Seção: mitologia grega
Ἀθηνᾶ Atena em Roma: Minerva
Παλλάδ' Ἀθηναίην ἐρυσίπτολιν ἄρχομ' ἀείδειν,
δεινήν, ᾗ σὺν Ἄρηι μέλει πολεμήια ἔργα
περθόμεναί τε πόληες ἀϋτή τε πτόλεμοί τε,
καί τ' ἐρρύσατο λαὸν ἰόντά τε νισόμενόν τε.

Por Palas Atena, protetora da cidade, começo a cantar,
a terrível, que juntamente com Ares se ocupa dos trabalhos da guerra,
da destruição de cidades e do combate. Ela
também protege o soldado que parte e o que retorna.

Divindade guerreira e, ao mesmo tempo, símbolo da sabedoria e protetora das artes e trabalhos manuais urbanos, especialmente fiação, tecelagem e bordado.

Atena, um dos deuses olímpicos, era igualmente considerada a introdutora do cultivo da oliveira e a inventora da quadriga, do freio para os cavalos e do aulo.

A deusa já era conhecida, aparentemente, pelos minoicos e pelos micênios; seu nome é citado nas tabuinhas de argila em linear B de Cnossos. É possível ainda que tenha incorporado influências orientais, já que na Babilônia e em Ugarit havia também deusas armadas (Istar e Anat).

Para os gregos, era filha de Zeus e de sua primeira esposa, a astuciosa oceânide Métis, e se tornou a filha favorita do pai. Quando Métis estava grávida, Zeus a engoliu, pois um oráculo de Gaia o avisara que o filho poderia nascer mais forte que ele. Depois de um certo tempo, Zeus foi atacado por uma terrível dor de cabeça e, para mitigá-la, pediu a Hefesto que lhe fendesse a cabeça com o machado[1]. Filho obediente, Hefesto não vacilou, e logo depois do golpe Atena emergiu já crescida, completamente armada e lançando terrível grito de guerra.

Mitos

iAtena

Atena, como deusa guerreira, participou ativamente da gigantomaquia ao lado do pai, e durante a Guerra de Troia ficou do lado dos gregos.

Nunca se casou, nem teve amantes ou filhos; era chamada, por isso, de Παρθένος, ‘a Virgem’. Hefesto foi o único deus que tentou se aproximar dela, porém foi repelido com firmeza. Nas diversas lendas de que participa, em geral é mostrada como protetora de heróis, notadamente seus meio-irmãos Perseu e Héracles. Protegeu também o herói Odisseu durante sua longa viagem de retorno a Ítaca.

Passagens selecionadas

Iconografia e culto

Era representada habitualmente como uma jovem de beleza austera, totalmente armada de capacete, couraça e de um escudo com a cabeça de Medusa, presente do herói Perseu. Usava também com frequência a égide de Zeus, e a coruja era consagrada a ela.

Embora identificada mais especificamente com a cidade de Atenas, na realidade era a deusa protetora de numerosas cidades e cidadelas (Argos, Esparta, Siracusa, Gortina, Larissa, a Troia homérica, etc.) e era cultuada em toda a Grécia. Seu santuário mais famoso foi o Parthenon de Atenas, onde havia uma famosa estátua sua, esculpida por Fídias. As panateneias eram um festival religioso anual celebrado em sua honra na cidade de Atenas.