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A Sicília

 
Monte Etna

A Sicília (gr. Σικελία) ocupa posição mais ou menos central no Mediterrâneo e é a maior de suas ilhas. Tem forma triangular e situa-se entre a Grécia continental (costa oeste), a península italiana (extremo sudoeste) e a África (Tunísia).

O Estreito de Messina separa o sul da Itália da Sicília e comunica o Mar Tirrênio, ao norte, com o Mar Iônio, ao sul. Ao norte, no Mar Tirrênio, fica o arquipélago das ilhas Eólicas (gr. Αιολίδες Νήσοι), todas de pequeno tamanho.

Os rios têm tamanho razoável e o relevo é bastante montanhoso, com estreitas planícies ao longo da costa. Há diversos vulcões ainda ativos na região. No extremo leste da Sicília temos o Etna (gr. Αἴτνη, 3.326 metros), que é também o pico mais alto da Grande Grécia. Há diversos outros vulcões nas ilhas Eólicas; o maior deles é o Stromboli (gr. Στρογγύλη, 926 metros), situado na mais setentrional delas.

Ilum. 1255 / Topografia e povoamento

A Sicília foi ocupada durante o Mesolítico e o Neolítico; Lípara, uma das ilhas Eólicas, tem evidências datadas do Neolítico, do Bronze Antigo e do Heládico Médio. A Sicília e as ilhas Eólicas tiveram alguns estabelecimentos micênicos no sul e no sudeste [Ilum. 1255] no final do Bronze Recente.

Na Idade do Ferro (equivalente à Idade das Trevas grega), a Sicília já estava ocupada por três grandes grupos humanos, os elimos, no oeste; os sicanos, no centro; e os sículos (gr. σικελοί), que deram seu nome à ilha, no leste. Fenícios e gregos desalojaram progressivamente os antigos habitantes: os fenícios a partir do século -XI (norte e noroeste) e os gregos, do século -VIII em diante.

Gregos e fenícios prosperaram na ilha, mas entraram em conflito várias vezes. Durante a 1ª guerra púnica (-264/241), os romanos se interessaram pela região e a subjugaram durante 600 anos, até o final do século V. No século seguinte, a ilha caiu sob o domínio do Império Bizantino.

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