A matemática grega

Seção: ciência grega360 palavras
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Egípcios e mesopotâmios, muito antes do século -VI, eram já capazes de efetuar cálculos e medidas de ordem prática com grande precisão. Foram os gregos, no entanto, que introduziram as rigorosas provas dedutivas e o encadeamento sistemático de teoremas demonstrativos que tornaram a Matemática uma ciência.

A palavra matemática (μαθηματική), que é de origem grega, englobava a aritmética, a geometria, a astronomia e a mecânica. Atualmente, apenas a aritmética e a geometria, as duas áreas teóricas que mais atraíram os gregos antigos, são consideradas ciências puramente matemáticas.

Alguns filósofos também eram, possivelmente, matemáticos, como Tales de Mileto (-625/-545), Pitágoras de Samos (-570/-495) e Demócrito de Abdera (c. -460); alguns matemáticos eram também sofistas[1], como Hípias de Élis (sæc. -V); outros se dedicavam quase exclusivamente à geometria e a suas aplicações mecânicas e astronômicas, como Euclides (fl. -295), Arquimedes (-287/-212) e Apolônio de Perga (fl. -200). Diofanto de Alexandria (fl. sæc. II-III) notabilizou-se por seus estudos de álgebra.

As mais antigas evidências concretas sobre as atividades de um matemático propriamente dito referem-se a Hipócrates de Quios (c. -470/-400). Nossos conhecimentos sobre Hipócrates de Quios e outros matemáticos anteriores ao século -IV, no entanto, baseiam-se em fragmentos de suas obras e em tradições conservadas nos séculos posteriores.

O mais antigo tratado matemático que chegou até nós é o Da esfera móvel, de Autólico (-360/-290), um estudo a respeito da geometria da esfera. Dos matemáticos posteriores restam-nos diversas obras de valor desigual, dentre as quais destaca-se Os Elementos, de Euclides, cuja influência persiste até hoje.

O interesse pela História da Matemática começou, também, na Grécia Antiga. Eudemo de Rodes (sæc. -IV), um dos discípulos de Aristóteles, escreveu histórias da aritmética, da geometria e da astronomia que, infelizmente, não foram conservadas. Durante o Período Grego-romano, matemáticos como Papo de Alexandria e Teon, pai da filósofa Hipatia, discutiram e comentaram a obra de seus predecessores.