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Acrocorinto

26/02/1998

A antiga acrópole de Corinto hoje, vista das vizinhanças do templo de Apolo (Bagnall et al., 2009-)

 
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Acrocorinto / imagem principal
 
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Vista aérea
 
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Plano da acrópole
ImagemKathryn McDonnell, 2008Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaCC BY 2.0Iluminura0165
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As mais antigas estruturas de Acrocorinto (gr. Ακροκόρινθος), a acrópole da antiga pólis de Corinto situada em enorme rochedo, datam provavelmente do Período Arcaico. Pouco resta delas em nossos dias, depois que a acrópole se tornou fortaleza romana, depois veneziana, depois bizantina...

Corinto foi célebre durante o Período Arcaico por sua prosperidade, advinda do comércio e da cerâmica de figuras negras, mas durante o Período Clássico falava-se muito da licenciosidade dos costumes e da grande quantidade de prostitutas de luxo na pólis (Ar. F 370; Pl. 149-59). De acordo com Platão (R. 404d), o termo genérico ‘moça de Corinto’ tinha na realidade significado muito específico e nada lisonjeiro.

No topo da cidadela, ao norte, a 575 metros acima do nível do mar, havia um templo de Afrodite construído entre -700 e -400, famoso na Antiguidade devido a uma fofoca transmitida por Estrabon (8.6.20), certamente baseada nessa antiga fama de Corinto. Segundo ele, o templo era tão rico que possuía mais de 1000 escravas, todas elas cortesãs no sentido mais físico do termo. Atualmente restam apenas uma coluna e algumas pedras, mas são suficientes para perceber que não cabiam nem 100 pessoas ali, quanto mais 1000... Mesmo assim, essa “má fama” do templo perdura até nossos dias, pelo menos em algumas áreas.

Na Fig. 0165a são bem visíveis as muralhas reconstruídas na Idade Média e no Período Bizantino, e as ruínas no topo da cidadela, entre as quais estão as do templo de Afrodite, infelizmente nada visíveis dessa perspectiva. No mapa da Fig. 0165b, a letra G assinala a localização do templo.