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O mosaico de Alexandre

sæc. i

Cópia romana. Chão da Casa do Fauno, Pompeia
Detalhe: Alexandre

 
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O mosaico de Alexandre / imagem principal
 
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Detalhe: Alexandre e Bucéfalo
 
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Detalhe: Alexandre
 
0779c
Detalhe: Dario III
 
0779d
Detalhe: persas caídos
 
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Detalhe: tesserae
AcervoNápoles, Museu Arqueológico NacionalImagemBrandmeister, 26/12/2010Fonte / ©Wikimedia CommonsLicençaDomínio públicoIluminura0779b

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O mosaico é, provavelmente, cópia do original grego de Filoxeno de Erétria, datado de -300.

Os reis Alexandre III da Macedônia e Dario III da Pérsia se enfrentaram na batalha de Isso, no extremo norte da Síria, em -333. O exército de Alexandre III derrotou o exército persa que tentava, sem sucesso, barrar a marcha dos macedônios e gregos em direção à Fenícia e ao Egito, depois da derrota que haviam sofrido no Rio Granico, perto do Helesponto.

Vê-se, na cena acima, os persas já envolvidos pelas forças macedônicas, cujas longas lanças são visíveis ao fundo. O cocheiro de Dario III fustiga os cavalos da carruagem, enquanto Alexandre III cavalga impetuosamente e com más intenções em direção ao rei persa.

A Ilum, 0779a mostra Alexandre III em seu cavalo, Bucéfalo. A couraça tem, no peito, um gorgoneion, e a postura geral de cavaleiro e cavalo sinalizam a coragem e a impetuosidade de Alexandre. A cabeça e o peito do jovem rei macedônico, como se vê na Ilum. 0779b, retratam a firmeza e a determinação do conquistador e mostra a minuciosa disposição do mosaico romano, formado por minúsculos cubos de pedra e de vidro colorido (tesserae) meticulosamente reunidos.

Na Ilum, 0779c o assustado Dario III, de cima de sua carruagem, insta freneticamente os soldados a deterem a arremetida de Alexandre. Um deles, a pé, coloca atabalhoadamente o cavalo entre Alexandre e o rei persa, ou tenta virá-lo para enfrentar o macedônio. O cocheiro agita o chicote e mais abaixo, um soldado persa caído, contempla o próprio reflexo em seu escudo (Ilum, 0779d).

No detalhe da Ilum, 0779e, a ponta da caneta dá uma ideia do tamanho das tesserae. A composição é brilhante, lúcida e o uso habilidoso de pedras claras e escuras produz efeito de profundidade (Boardman, 1985, p. 218).