Platão / República

Seção: filosofia grega
Πολιτεία Respublica Pl. Resp. -387 / -367
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iiniIdealização da Atenas clássica

República (gr. Πολιτεία) é um dos mais importantes diálogos platônicos ditos da maturidade. É o mais conhecido dos diálogos de Platão e, de longe, o mais influente, tanto na filosofia, quanto na teoria da educação e na teoria política.

É neste diálogo que Platão discute a cidade ideal, governada por um rei-filósofo, a educação do filósofo e dos cidadãos, e também a célebre alegoria da caverna (514a-517b), com a qual ilustra sua teoria das formas sobre o mundo inteligível e o mundo sensível. Com frequência essa teoria é traduzida, erroneamente, por teoria das ideias.

Resumo

A cena se passa na casa de Polemarco, no Pireu. Participantes: Sócrates, Céfalo , Trasímaco, Glauco, Adimanto, Polemarco, Clitofonte; Carmântides, Lísias, Eutidemo e Nicerato estão presentes, mas não falam. O diálogo é narrado pelo próprio Sócrates, no dia seguinte, aos seguintes interlocutores: Timeu, Hermócrates, Crítias e talvez a um outro, desconhecido.

O diálogo, bastante longo, é tradicionalmente, dividido em 10 livros; a maioria dos eruditos segue, no entanto, a divisão baseada no texto grego, em três partes:

Primeira parte
327a-328b. I. A descida ao Pireu 328b-331d. Céfalo: a justiça da velha geração 331e-336a. Polemarco: a justiva da geração intermediária 336b-354c. Trasímaco: a justiça do sofista
Segunda parte
357a-369b. II. Pergunta: a justiça é melhor que a injustiça? 369b-376e. A gênese da pólis 376e-412b. A educação dos guardiães 412b-427c. III. Constituição da pólis 427c-445e. IV. A justiça na pólis 449a-471c. V. União somática entre a pólis e os helenos 471c-502c. O governo dos filósofos 502c-521c. VI. A forma do bem 521c-541b. VII. A educação dos filósofos
Terceira parte
543a-550c. VIII. Timocracia 550c-555b. Oligarquia 555b-562a. Democracia 562a-576b. Tirania 576b-592b. IX. Resposta: a justiça é melhor que a injustiça 595a-608b. X. Rejeição da arte mimética 608c-612a. Imortalidade da alma 612a-613e. Recompensas da justiça durante a vida 613e-631d. Julgamento dos mortos

Passagens selecionadas

Manuscritos, edições, traduções

Partes do diálogo têm sido traduzidas para o português desde 1849 (Joaquim José A. Silva Monteiro), pelo menos. Traduções do texto integral: Maria Helena Rocha Pereira (1972), Carlos Alberto Nunes (1973?), Elísio Gala (2005), Anna Lia de Almeida Prado (2006), Eleazar M. Teixeira (2009).