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Afrodite de Cnido

sæc. ii ?

Torso feminino. Cópia romana de mármore do original de Praxíteles

 
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Afrodite de Cnido / imagem principal
 
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Outra cópia de mármore. Munique, Glyptothek
 
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Afrodite Cnidiana Ludovisi. Roma, Palazzo Altemps
AcervoMuseu de Arte e História de GenebraImagemFrancesco Bini, 20/05/2014FonteWikimedia CommonsLicençaCC BY-SA 3.0Iluminura0456
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A “Afrodite” do escultor Praxíteles (c. -370/-330), criada por volta de -350/-340, foi uma das estátuas mais copiadas da Antiguidade. As Fig. 0456a-b mostram duas outras cópias e a Fig. 0445 (imagines alterae), um grupo escultório inspirado na obra de Praxíteles.

A Afrodite de Praxíles foi a primeira obra grega de culto, em tamanho natural, a representar a mulher completamente nua e sensual. Sua influência na História da Arte foi imensa, pois inspirou enorme variedade de nus femininos de maior ou menor apelo erótico nos séculos seguintes.

A naturalidade, graça e beleza da escultura original de Praxíteles tornou-se lendária; Luciano de Samósata, escritor do século II, conta a anedota de um homem que, preso por acidente no templo de Afrodite durante a noite, atacou sexualmente a estátua...

Segundo Ateneu (13.590–1), Praxíteles se inspirou no corpo da belíssima hetera[1] Frine, cujo nome verdadeiro era Mnesarete (gr. Μνησαρέτη), para esculpir a Afrodite.

Notas
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  1. As heteras (gr. sg. ἑταίρα) eram cortesãs gregas de alto nível, usualmente educadas e sofisticadas, espécie de acompanhantes que também mantinham relações sexuais com os clientes, com quem muitas vezes desenvolviam relacionamentos estáveis. As prostitutas propriamente ditas (gr. sg. πόρνη) prestavam serviços de natureza puramente sexual, avulsos e via de regra em bordéis, mas a diferença entre esse dois tipos era, às vezes, muito fluida. Havia também prostituição masculina, mas aparentemente só do segundo tipo.
    Imagem: hetera em cálice ático de figuras vermelhas. Macron, c. -490, New York, Museu Metropolitano de Arte. Marie-Lan Nguyen (2011) CC BY 2.5.