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A escola dogmática de medicina

Área: ciência grega
 
Caixa com escalpelos de ferro e ventosas
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Os médicos dogmáticos (gr. δογματικοί) diziam seguir as opiniões de Hipócrates de Cós e eram, em grande parte, tributários do pensamento de Platão. Sustentavam que a razão se sobrepunha à observação e que os sintomas eram evidências da causa das doenças, que classificavam de acordo com a teoria dos humores.

Sem contarmos Téssalo (gr. Θεσσαλός), Draco (gr. Δράκον) e Pólibo (gr. Πόλυβος)[1], respectivamente filhos e genro de Hipócrates de Cós e considerados fundadores da escola por Galeno, eis seus principais representantes:

Diocles de Caristo (gr. Διοκλῆς) viveu por volta de -400 e foi o primeiro médico a escrever em dialeto ático (a coleção hipocrática foi escrita em dialeto iônico). Estudou a etiologia das doenças, os sintomas, o prognóstico e o tratamento dietético; escreveu também um tratado sobre a anatomia dos animais e é atribuída a ele a invenção de um extrator de projéteis presos no corpo (Cels. 7.5.2B-3B), o ciatisco (gr. κυαθίσκος).

Praxágoras de Cós (gr. Πραξαγόρας ὁ Κῷος, n. -340) acreditava que existiam onze humores, não apenas quatro, e distinguiu as artérias das veias, embora erradamente. Acreditava que as artérias saíam do coração e levavam o pneuma (gr. πνεῦμα), espécie de ar circulante necessário ao funcionamento dos órgãos, que entrava pelos pulmões. As veias provinham do fígado e carregariam o sangue, produto da digestão, até os órgãos.

Plistonico (gr. Πλειστόνικος), discípulo de Praxágoras, escreveu um tratado sobre anatomia.

 

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