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A poesia pastoral

 
Jovem tocando flauta para sátiro

Os principais poetas pastorais ou bucólicos gregos foram Teócrito, Mosco e Bíon.

Teócrito é reconhecico como o criador desse gênero literário; os dois últimos, segundo alguns eruditos, eram apenas imitadores. A Suda (θ 166) afirma, no entanto, que os três formavam o cânone da poesia pastoral.

Teócrito deu forma literária aos cantos rústicos e às disputas musicais populares entre os camponeses da Magna Graecia que conheceu. Nos seus idílios bucólicos, retrata com delicadeza, realismo e viva sensibilidade as cenas campestres. Os versos falam de pastores, competições de canto bucólico, amores não correspondidos e descrevem as belezas da natureza. O deus e outros mitos pastorais são também frequentemente mencionados.

Imitaram Teócrito, além de Mosco e Bíon, o poeta romano Virgílio (-70/-19) e os árcades renascentistas e modernos, como por exemplo o italiano Sannazaro (1455/1530), o alemão Gessner (1730/1788), o português Bocage[1] (1765/1805) e o brasileiro Tomás Antônio Gonzaga (1744/1819).

Convém destacar, contudo, que as cenas pastorais descritas pelos poetas posteriores a Teócrito, fortemente idealizadas, nada têm do naturalismo e do realismo do poeta grego.

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