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Troia VId-h a VII

 
Portões e muralhas de Troia VII
Datação
-1550 / -1300VId-h -1300 / -1260VIIa -1260 / -1150VIIb

Na Tróade, os níveis do Bronze Recente são Troia VId-h (-1550/-1300), Troia VIIa (-1300/-1260) e Troia VIIb (-1260/-1150).

Troia VId-h

As imponentes muralhas de Troia foram reparadas e reconstruídas numerosas vezes durante o Bronze Recente. Na época de Troia VId-h, além disso, havia uma outra muralha a cerca de 450 metros de distância da primeira. A primeira muralha, a mais interna, circundava os edifícios centrais; a segunda protegia os edifícios de uma cidade baixa, arranjo frequente na arquitetura dos centros urbanos do Oriente Médio durante o 3º e o 2º milênio a.C. Nenhuma estrutura palacial, no entanto, foi descoberta em Troia VI ou em Troia VII.

As fortificações troianas lembram as muralhas ciclópicas das cidadelas micênicas do continente, mas o método de construção não é o mesmo. As casas se compunham de um grande aposento e outros cômodos menores, e a Casa dos Pilares, a maior delas, tinha cerca de 26 X 12 metros; nenhuma delas, porém, era dotada de um mégaro[1] típico. A uma certa distância, ao sul, foi encontrado um cemitério contemporâneo de Troia VI-h, constituído por cerca de 200 jarros contendo ossos e cinzas de adultos e de crianças. Troia VIh foi destruída mais ou menos em -1300 por um grande terremoto, e os sobreviventes começaram imediatamente os reparos e construíram novos edifícios (Troia VIIa).

Troia VIIa-b

Não há nenhuma diferença cultural significativa entre Troia VI e Troia VIIa; as novas construções eram, no entanto, menores e mais humildes. Grande quantidade de cerâmica micênica importada foi descoberta nos diversos níveis de Troia VI e de Troia VIIa, assim como numerosas imitações manufaturadas no local. Mas, além do hábito de cremar os mortos, nenhuma inferência a respeito dos habitantes é possível.

A mão do homem, acompanhada de violência e de fogo, destruiu Troia VIIa por volta de -1260. Muitos eruditos, por causa disso, associaram Troia VIIa à lendária Guerra de Troia, cantada por Homero. A lenda representaria, portanto, a conquista da próspera cidade de Troia por uma coalização de reis (viés político) ou de empreendedores gregos (viés econômico)... Mas todas as evidências de que a destruição da Troia de Homero tem fundamento histórico são, até agora, absolutamente inconclusivas. É fundamental, creio, manter a mente aberta, mas acompanhada de um saudável ceticismo...

Mais uma vez, a cidadela destruída foi ocupada por uma população culturalmente semelhante à anterior (Troia VIIb). O novo estabelecimento, porém, foi definitivamente destruído por meio de violência em -1150 (ou pouco depois), desta vez em meio às perturbações que caracterizaram o fim da Idade do Bronze no Egeu.