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Ésquines

Αἰσχίνες Aeschines Orator Aeschin.
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Um dos canôninos representantes da oratória ática, em geral considerado inferior a Demóstenes.

Ésquines

Ésquines pertencia a uma família empobrecida pela Guerra do Peloponeso e nasceu em Atenas, por volta de -389. Não estudou retórica, nem escreveu discursos; sua carreira de orador parece ter sido secundária às suas atividades políticas. Antes disso foi soldado e também ator.

Em -348, embaixador na Arcádia, opôs-se ao expansionismo de Felipe II da Macedônia, mas depois deixou de hostilizá-lo, advongando a conciliação. Participou, juntamente com Demóstenes (-384/-322), de uma embaixada enviada a Felipe II em -346, para negociar a paz. A missão falhou, e daí em diante os dois homens tornaram-se rivais e inimigos.

Nesse mesmo ano, Ésquines foi acusado de traição por Timarco, aliado de Demóstenes, mas reagiu e ganhou a causa. Demóstenes atacou-o diretamente em -343, mas também não teve sucesso.

Ésquines representou Atenas no encontro da Anfictionia Délfica em -339, quando provocou a disputa que culminou na quarta “guerra sagrada”, da qual o único vencedor foi Felipe II.

Processou Ctesifonte em -330, pois ele propusera ilegalmente uma coroa para Demóstenes, em reconhecimento de seus serviços à pólis. Perdeu a causa, exilou-se e passou seus últimos anos em Rodes, ensinando retórica.

Consta que morreu aos setenta e cinco anos, por volta de -314.

Três de seus discursos, que refletem a disputa com Demóstenes, chegaram até nós: Contra Timarco (-346), Da Embaixada (-343) e Contra Ctesifonte (-330).

Hábil orador, tinha boa voz e boa presença, exprimia-se em linguagem simples e clara, mas às vezes cometia alguns exageros.

 

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